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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Estou em Dívida e Preciso Pagar

"Devo não nego/ Pago quando puder" Eis o célebre ditado. Dito, agora corro para saldar minha dívida e repor 5 postagens aqui no blog. E esta será a primeira parcela da dívida paga.

Outro dia me peguei ressuscitando velhos ditados e percebi que eles continham uma grande carga da sabedoria popular. Saquei de relance que a sabedoria popular (alguns filósofos diriam senso comum) é realmente importante.

Antes estava diante da verdade, depois a dúvida me possibilitou conhecer mais e finalmente a busca por conhecimento, que classifico como existencial, me abriu os olhos para as outras possibilidades que nos cercam. 

O mundo pode ser explicado com várias "teorias" e a sabedoria popular, através também dos ditados populares, é uma delas. Como diria Gramsci o bom senso "é o núcleo sadio do senso comum". Porém antes de chegar aqui na leitura de Gramsci segui o seguinte roteiro:

Detinha a verdade logo arrotava-a sempre que podia. Por isso, entre outras coisas, desdenhava do senso comum, satanizava a TV e sua doutrinação; achava que tudo popularizado estava a serviço do "sistema".

Porém a dúvida se estabeleceu. Quando quis entender porque detínhamos a verdade e mesmo assim muitos não a queriam, estudei mais sobre aquilo que acreditava e isto me levou a duvidar cada vez mais sobre a "nossa" verdade.

Comecei a ser mais crítico. E desta forma pude perceber que seria mais fácil explicar o mundo usando os elementos que nos são mais próximos, para a partir daí alçar questionamentos mais altos. Quanto temos algo comum por vários indivíduos, como programas de TV, temos um terreno que sabendo ser explorado pode brotar boas ideias e até novos conhecimentos sobre o que nos cerca.

Claro que nem tudo é certinho assim. Adquirir conhecimento não é um processo linear. Não se consegue aprender através de uma linha de montagem, não é um processo fordista. As vezes avançamos, depois retrocedemos, logo saltamos etapas, etc. A Vida também é assim e infelizmente não percebemos desta forma, mas isto é assunto para outra postagem.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

TV e TV, com (Re)Flexões

Assisti a novela das 7 (19h00), o Jornal Nacional, a novela das 8 (20h00) e mudei minha atitude diante do futebol!!! Mudei o canal e assisti "Um Milhão na Mesa" e depois "Amor e Revolução".

Nos primeiros momentos parecia meus pais, acho que agora sou um clone deles. A novela previsível e as noticias "enlatadas" são quase uma tônica na minha atual fase da Vida. Novelas por parte da minha mãe e JN e quase novelas por parte do meu pai - ele aderiu a este mundo com a novela Roque Santeiro.

Depois virei um indiano querendo ganhar 1 milhão, de reais, diga-se de passagem, e perdi tudo que não ganhei em quase uma hora. O Sílvio Santos é o melhor - e isto não é ironia!

Depois mais novela. Mas tenho que admitir que esta é diferente, sua temática me atrai. Claro que tem os clichês das novelas, mas é recheada de fatos históricos dos últimos 50 anos de um país chamado Brasil. É claro que se me utilizasse do academicismo iria dizer que a História pode estar sendo retorcida, que os elementos não são tão bem feitos, que em pouco espaço de tempo muitas questões estão sendo deixadas de lado, blá-blá-blá, etc; contudo para mim ela está sendo muito bem feita.

Posso me esconder no fato do próprio autor ter bacharelado em Ciências Sociais e Mestrado em Sociologia e que sua pesquisa foi excelente; poderia me esconder na trilha sonora que me faz viajar; poderia me esconder nos fatos históricos que foram pulando da tela enquanto assistia este (enterro do estudante no Rio de Janeiro) e muitos outros anteriormente...

Porém realmente o que me atrai é ver e sentir uma época que me forjou ideologicamente, que me fez enxergar o mundo de um jeito diferente, que lembra e me faz refletir sobre minha trajetória neste mundão sem cerca. E é sobre esta trajetória que quero escrever em pequenas doses... Ah, antes que eu esqueça, acho que estou tentado a aceitar o desafio do Aurelio Jargas de ficar 30 dias sem TV!