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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sobre Links e Lobos

Bom, aqui é mais uma sessão com meu terapeuta que na verdade sou eu mesmo. E aí não se trata de egocentrismo ou mais uma tirinha do Walter Ego. Desde cedo converso comigo mesmo sobre tudo. Diria que por muito tempo fui escravo da minha autocrítica.

Quem lê o blog e vê críticas ao uso da internet e acessa meus links que esbarram na Wikipédia, deve ou deveria se perguntar, como que este cara critica o uso raso da internet e sempre me manda para um site não tão confiável?

Ora caro leitor, a Wikipédia não é e nem deve ser a última parada para sabermos sobre qualquer assunto. Não devemos cair no erro dos atuais estudantes que com um simples Ctrol+T, Ctrol+C e Ctrol+V, escrevem trabalhos escolares e "aprendem" sobre tudo. Ela é mais um ponto inicial.

A Wikipédia é um bom começo, pois é o site mais visitado e criado de forma colaborativa. Deve ser encarada como uma enciclopédia mesmo. E cada verbete deve ser visto como uma breve introdução ao assunto de que ele trata.

Então fica o recado. Se gostou sobre o assunto que o link te levou pesquise mais, vá além.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Estou em Dívida e Preciso Pagar

"Devo não nego/ Pago quando puder" Eis o célebre ditado. Dito, agora corro para saldar minha dívida e repor 5 postagens aqui no blog. E esta será a primeira parcela da dívida paga.

Outro dia me peguei ressuscitando velhos ditados e percebi que eles continham uma grande carga da sabedoria popular. Saquei de relance que a sabedoria popular (alguns filósofos diriam senso comum) é realmente importante.

Antes estava diante da verdade, depois a dúvida me possibilitou conhecer mais e finalmente a busca por conhecimento, que classifico como existencial, me abriu os olhos para as outras possibilidades que nos cercam. 

O mundo pode ser explicado com várias "teorias" e a sabedoria popular, através também dos ditados populares, é uma delas. Como diria Gramsci o bom senso "é o núcleo sadio do senso comum". Porém antes de chegar aqui na leitura de Gramsci segui o seguinte roteiro:

Detinha a verdade logo arrotava-a sempre que podia. Por isso, entre outras coisas, desdenhava do senso comum, satanizava a TV e sua doutrinação; achava que tudo popularizado estava a serviço do "sistema".

Porém a dúvida se estabeleceu. Quando quis entender porque detínhamos a verdade e mesmo assim muitos não a queriam, estudei mais sobre aquilo que acreditava e isto me levou a duvidar cada vez mais sobre a "nossa" verdade.

Comecei a ser mais crítico. E desta forma pude perceber que seria mais fácil explicar o mundo usando os elementos que nos são mais próximos, para a partir daí alçar questionamentos mais altos. Quanto temos algo comum por vários indivíduos, como programas de TV, temos um terreno que sabendo ser explorado pode brotar boas ideias e até novos conhecimentos sobre o que nos cerca.

Claro que nem tudo é certinho assim. Adquirir conhecimento não é um processo linear. Não se consegue aprender através de uma linha de montagem, não é um processo fordista. As vezes avançamos, depois retrocedemos, logo saltamos etapas, etc. A Vida também é assim e infelizmente não percebemos desta forma, mas isto é assunto para outra postagem.