segunda-feira, 29 de setembro de 2014

De repente 45

Ao som de 15 anos (Vivendo e não aprendendo)* para esquentar os motores e também a digitação, vou tentar escrever o que venho matutando deste o dia 23 deste mês sobre o meu aniversário. Aliás faz muito tempo que fiz 15 anos, mas a letra me encanta por ser o Ira! a banda que toca boa parte da trilha sonora da minha Vida.

Imagine uma estrada de ferro, ou ferrovia se preferir, e nela corre um trem. Sendo assim existe uma locomotiva que segue uma trajetória predefinida, um roteiro com pontos específicos a serem seguidos, um horário a ser cumprido, um preço pago pelo bilhete, etc. Eis uma boa analogia para a Vida.

Resumidamente sempre cheguei "atrasado" nas estações e nos horários predefinidos. Atrasado no antigo 2o. Grau, me atrasei também no Ensino Superior. Durante este me atrasei na conclusão de curso o que me atrasou na volta ao mercado de trabalho. Existia uma trajetória,um roteiro e horários que não cumpri, e sendo assim "desci" do trem algumas vezes e tive que pegar outra locomotiva para continuar o trajeto.

Contudo foram as descidas que fiz que me deram os melhores momentos destes trajeto. A Vida é um processo, é um caminho que só é feito ao se caminhar. Somos produto deste caminhar e nos refazemos durante o mesmo. E o que fiz durante as descidas do trem?

Também de forma reduzida e cronológica: Vivi de forma intensa, nem por isso totalmente harmoniosa, minha família que me acompanha até a presente data: meu pai, minha mãe e meus irmãos; durante a infância iniciei as amizades mais longevas que tenho com meus irmãos Alaor e Jonas e com eles vivi as mais loucas e as mais simples aventuras, e com certeza as mais simples são as mais saudosas; a saudosa prof. Vera Regina - minha primeira mestra; amigos no SENAI; irmãos na banda Ciclo Vital; Aguaí-SP e Barra do Una-SP; amigos e irmãos do 1o. G na E. E. Alberto Conte; Brasília, Buritama-SP e Mongaguá-SP; amigos e amores na Universidade Federal de São Carlos; irmãos do Bloco G; estórias da roça em Viçosa-MG; dores no estomago lecionando Filosofia no Rio Pequeno; a aventura da LanFox...

Deixei este último parágrafo para o futuro recente. Último mas não menos importante pois nele escreverei 3 importantíssimos nomes: Andréa, Júlia Maria e Miguel. Andréa me ama do jeito que sou, com minhas incoerências, meus vários defeitos e minhas poucas qualidades; Júlia Maria me ensinou a ser pai e Miguel multiplicou a alegria de nosso família... Foi isso que fiz e vivi enquanto o trem se movia!!!   
   
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* Na verdade ouvi o CD todo do Acústico MTV.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Frações de segundos

Eis que no começo da tarde de hoje me peguei pensando em escrever este artigo. Queria lhe dar um tom de indagação estilo crise da meia idade. Se escrevesse a ideia original iria ser mais ou menos assim:

"Aonde foi parar minha empolgacão com a Vida? Aonde deixei aquele sorriso que carregava comigo quase todos dias? Quando deixei de ser o ser quem era e me transformei no que sou agora? E blá-blá-blá... "

Eu que sempre combati o individualismo, o ser cercado pelo limite do seu umbigo, agora me via envolto em questões "umbilicais" demais para o meu gosto. Sei que temos nossa individualidade e precisamos preservá-la afim de conservarmos nossa sanidade. Mas a questão aqui se trata de se envolver demais com o cotidiano e esquecer o que te cerca - afinal não era isso que tratava este blog?

Contudo a Vida nos reserva sempre surpresas e muitas não são agradáveis. Recebi a noticia de que meu pai esta internado em uma Unidade Semi Intensiva no Hospital A. C. Camargo. Baque! A ideia de que meu filho não venha conhecer seu avô, assim como aconteceu comigo, me perturbou. E tudo mais parece pequeno, ridículo diante da possibilidade de perder meu pai, da privação de sua presença na nossa família.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Próxima Distribuidora de Cosméticos


A Próxima Cosméticos convida você para a demonstração da MAG Magnifica, produto que foi lançado na Espanha e devido ao sucesso veio para o Brasil. Mag Magnifica contem a Biopolimerização Proteica que é um alisamento natural que ao mesmo tempo que alisa trata o cabelo repondo proteínas e recuperando o fio.

Dia: 05/08/2013
Horário: 14h00
Local: Américo Brasiliense, 1748 sobreloja




terça-feira, 29 de janeiro de 2013

TED - Ideias que precisam ser espalhadas

Uma breve nota de como utilizar o site TED. E do que trata este site? Bem e uma forma sucita e utilizando os recursos da internet, nas palavras da Wikipedia: 

"TED (acrônimo para Technology, Entertainment, Design; Tecnologia, Entretenimento, Projeto ou Desenho em português) é fundação privada sem fins lucrativos dos Estados Unidos[1] mais conhecida por suas conferências na Europa, Ásia e Estados Unidos destinadas à disseminação de ideias. Segundo as palavras da própria organização, 'ideias que merecem ser disseminadas'.[2] Suas apresentações são limitadas a dezoito minutos, e os vídeos são amplamente divulgados na Internet.
O grupo foi fundado em 1984, e a primeira conferência aconteceu em 1990. Originalmente influenciada pelo Vale do Silício, sua ênfase era tecnologia e design, mas com o aumento da popularidade os temas abordados passaram a ser mais amplos, abrangendo quase todos os aspectos de ciência e cultura. Entre os palestrantes das conferências estão Bill Clinton, Al Gore, Gordon Brown, Richard Dawkins, Bill Gates, os fundadores da Google, Billy Graham e diversos ganhadores do Prêmio Nobel.[3]"

As palestras são (invariavelmente) em inglês mas podemos interagir e colocar legenda e até exibir a transcrição da mesma. Segue abaixo onde podemos alterar a página para o nosso idioma.




quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Tudo novo em 2013?

Sendo breve: não!

2012 foi um ano esquisito. Desses que a gente quer esquecer, mas que modicou alguns dos nossos modus operanti e por isso vai marcar as transições antes das mudanças que realmente precisam ocorrer.

Alguns pensamentos se solidificaram e outros hábitos vão cedendo espaço aos novos. Algumas crenças foram abaladas, antigos projetos foram retomados e parece que o chão em que piso esta se movendo.

Enfim, o novo ainda demorará um pouco. Mas algumas coisas já não são as mesmas no meu coração e na minha mente. Talvez Edgard Scandurra consiga explicar o que se passa...



Edgard Scandurra - Minha mente ainda é mesma



sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Quando Tudo Parece Perdido....

Gosto de fazer alusão ao meu signo (sou libriano) quando a tudo parece mudar repentinamente. Fica fácil jogar a culpa no temperamento zoodiacal, já que a vida real parece um carrossel.

Mas definitivamente quando pendo ao extremo logo acontece algo para me trazer ao meu "verdadeiro" prumo. Devia ter percebido que teclar ontem (30/08) com aIzolDinha não fora mero acaso.

Vim imaginado um discurso menos revolucionário, menos radical, menos autentico, menos sonhador, ou no atual nível - de meu/minha dicionário/discurso/ideologia/visão de mundo - menos idiota, para expressar aos meus amigos o que sinto atualmente... E blas (Dinha de novo) vão acontecendo coisas.

Bom, esbarro o tempo todo em coisas e preciso de vez em quando enuncia-las. Ontem o "papo" com a Dinha e o ensaio de pronunciar que enxergo a Vida com outros olhos e que talvez seja visto como um vendido ao sistema. Hoje a leitura do artigo Os problemas da Humanidade e o real propósito da tecnologia de André Luiz Delai. E sem demora vá lá ler o artigo e volte para minhas observações.     

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Uma Nova Batalha a Ser Vencida

Hoje fui (11/11/2011) ao Instituto do Câncer Dr. Arnaldo acompanhar minha mãe em mais uma das suas batalhas contra a doença. Estou mais ou menos tranquilo, pois minha mãe é admiravelmente persistente na busca por sua cura. A quatro anos atrás venceu a primeira batalha e sei que vai vencer de novo.

Na primeira incidência, assim como agora, acompanhei quase todo o processo. Fui "eleito" pelos meus irmãos para novamente acompanhar mais esta luta. Voltei para São Paulo no mesmo instante em que minha mãe soube do câncer na mama. Aliás estava ao seu lado quando ela recebeu a notícia. Ela chorou uma única vez e enfrentou destemidamente a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia.

Desta vez minha mãe já passou pela cirurgia (mastectomia) e agora iniciamos a fase da quimioterapia. A detecção e radioterapia foram feitas pelo Hospital São Paulo e a quimioterapia pelo Instituto do Câncer Dr. Arnaldo junto a Santa Casa de São Paulo.

Vale lembrar que o conhecimento precoce e uma atitude positiva diante a doença potencializam ao máximo as chances de cura. E sei que mais uma vez minha mãe vai vencer, isto é só uma questão de tempo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sol do Fim de Tarde

Volto do quintal/laje onde estava conversando com a Queenstina e agora, na casa de baixo, rola um Enter Sandman na versão do Anthrax e Judas Priest. Para ser sincero: o naipe da Cristina....

Foi bom conversar com ela. Fim de tarde, sol no rosto, em cima da laje... só faltou a cerveja para estar dentro do filme Um Grito de Liberdade. As vezes carregamos nossas prisões dentro do nosso receptáculo craniano. E sendo eu cearense minha prisão só tem uma única vantagem: bastante espaço.

Contudo ser livre (!?!) e estar vivo, literalmente falando, não são atributos de qualquer mortal hoje em dia. Digo isso talvez por me sentir nesses últimos  meses um ser sem vida. Viver é bem mais que respirar, ter batimentos cardíacos e  sinais vitais "normais".

Viver é tão difícil de ser definido, que as vezes confundimos com outras atividades, Se vamos ao emprego, se compramos, se assistimos pela TV os jogos de nosso time, se matamos a sede com um refrigerante, se lemos os jornais por causa do brinde dominical, se tomamos remédios para não ficar doente, se procuramos o espelho quando vamos  a academia, se usamos nossos filhos como desculpa para muitas coisas que deixamos de fazer: não sei se isto é viver.

Infelizmente só nos sentimos vivos quando chegamos perto da morte. É paradoxal, sim, porém a Vida nos traz um pouco do tratamento de choque necessário para  enxergarmos além do nosso simples cotidiano. Talvez poucas palavras nos façam despertar desta Matrix que nos cerca, e por isso ao em vez de (Enter) Sandman (que daria uma boa aura a esta postagem) vou mesmo é de Ouro de Tolo, do bom e velho Raul Seixas.    

 

Ouro de tolo cada vez mais disputado em nossa sociedade

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Tudo ao Mesmo Tempo Agora

Estou a todo vapor, e não sou estudante da USP diga-se de passagem. No momento pelo menos 3 projetos me tomam o tempo. E para muitos aparento estar sossegado, mas meu dia agora esta sendo bem aproveitado. Só falta voltar a correr com maior frequência. 


O projeto mais evidente de ser percebido é o desenvolvido aqui no blog. Escrever diariamente me faz bem e está começando a ficar um pouco mais fácil. Acho que desenferrujei os neurônios. Porém para escrever preciso navegar um pouco e pesquisar os assuntos afins. Escrever é somente o resultado final de etapas anteriores.

O segundo projeto foi voltar ao caderno, a caneta e a lapiseira. Sempre registrei minhas ideias, meus textos, poemas e canções desta forma. A letra continua horrível, mas assim não me distraio no ciberespaço. Talvez mais adiante utilize um notebook sem acesso a internet e a coisa flua, mas por enquanto o caderninho esta servindo muito bem.

Obs.: Haveria um quarto ou quinto projeto se minha disciplina fosse maior e se minha empolgação não sumisse como os gols no ataque do atual Palmeiras. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Diário de Um Louco Com Amnésia

Em meados da década de 1980 eu me auto referia como "louco". E criei uma atmosfera de loucura para tudo que fazia e dizia. Achava que a loucura tinha seu lado positivo pois sempre ela sempre foi contraposta a realidade. É desta época minha primeira canção Os loucos inventaram o amor.

Minha identificação com a "loucura" se manifestava em pequenos escritos, na admiração do personagem Louco de Maurício de Sousa, e de minha admiração ainda maior para com o Coringa. Cheguei a mandar mensagens, se não estou enganado, de fim de ano através da entidade L.O.U.C.A - Loucos Unidos Conservando as Amizades.
Louco - personagem de Maurício de Sousa
Loucura era ter amigos, pensar no próximo, era não usar drogas, enfim ter atitudes e promover ideais que não estavam presentes ou eram minoritários em nossa sociedade. Pensar contra o sistema era loucura!

Seria esta postura uma forma de demonstrar minha rebeldia contra tudo que me cercava? Sim, agora enxergo desta forma. Todos jovens tem atitudes de rebeldia. Hoje me sinto domesticado. O sistema e suas recompensas consumistas parecem vencedores em um mundo fadado à escravidão.

Estou angustiado entre este mundo de recompensas consumistas, onde tudo se resolve no supermercado, e a alternativa capenga calcada em discursos que desacredito cada vez mais. Cabe ressaltar que a angústia provém da inconscistência da resposta alternativa ao mundo que nos cerca, e da impossibilidade de defender um mundo diferente.

Alguns desafiam as leis da Física e conseguem estar dos dois lados ao mesmo tempo, mas logo eu que sempre fui melhor em Humanas não tenho tanta intimidade assim para desafia-la.


Busquei no Oráculo #002 "azeitona"



Prosseguindo a sessão Busquei no Oráculo, chutei mais uma palavra para o nosso querido concentraor universal de todos os verbetes do ciberespaço e, fujindo do óbvio, fui esbarrar no site da Desciclopédia... hahaha!!!

Este site faz uma paródia da Wikipédia (ou será justamente o contrário) e descreve com muito senso de humor, e alguns exageros é claro, um verbete qualquer. No caso de azeitona segue o link: http://desciclopedia.ws/wiki/Azeitona

Ah, só por curiosidade, a azeitona é um ser que pretende dominar o mundo  - nas palavras deste ilustre site - e entre estes seres esta Roberto Marinho... Vale a pena verde novo hehehe!!!!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Ex Tatísticas

Segue o relatório mensal de nossa contabilidade - hehehe... Bom, hoje temos o primeiro mês depois do compromisso de escrever com mais dedicação neste espaço e olha que percebi a dificuldade de escrever mesmo tendo assunto.

Seguem os números (né Alaor?):

  • 269 pageviews mensais ou 8,96 por dia - até o momento;
  • 80 pageviews antes desta fase;
  • 31 postagens (sem contar este relatório).
Estatísticas extra oficias levantadas com ferramenta estatística mais usada no mundo - Bleistift und Radiergummi (lápis e borracha em alemão):
  • 1 tendinite;
  • 1 íngua no sovaco;
  • 1 bronca por permanência excessiva diante do computador.

Joy Division em Nós

Dia 02/11, principalmente a noite, queria colocar uma postagem sobre o filme/documentário Control, que conta a história de Ian Curtis o ex-vocalista do Joy Division. É muito bom saber sobre a vida por trás das músicas que gostamos e se nas primeiras cenas surge uma referência a David Bowie aí fica melhor ainda.

Um cara "estranho", uma mente singular (como cada uma que habita ou habitou este planeta), e a construção ou passagem do individuo ao vocalista/mito. Tudo isso regado ao ótimo som da banda de Salford. Para os que curtem (pelo menos o Ian Curtis - hehehe) ou nem sabem quem foi o cara é uma boa hora de entrar em contato com o universo do Joy Division.

Mas queria deixar uma mensagem aos incautos, mesmo que pareça óbvio, o lado humano é sempre mais difícil de ser encarado do que o homem ou a mulher mitificados.

Segue ai o vídeo da mais conhecida música do Joy, não por causa do dia de finados, e sim pelo dia dos vivos, dos condicionalmente vivos, seres presos a suas circunstâncias. O lado bom e ruim da Vida te sacudindo querendo que você enlouqueça.

 "Then Love, Love Will Tear us Apart Again"

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Adeus ao Tio Geraldo

Há alguns minutos, eu, meu pai, minha mãe, e mais dois irmãos voltamos do enterro do tio Geraldo. Meu tio por parte de mãe me fez chorar, solidarizar-se com meus primos e refletir sobre a finitude de nossos entes queridos. Uma segunda-feira que ficará guardada na lembrança.

Meu tio Geraldo era muito inteligente. As poucas vezes que conversei com ele tive essa convicção sobre sua personalidade. Era ligado em temas atuais e discutia-os com uma argumentação acima da média. Levantava questões que acima da habitual superficialidade.

Nunca gostei desses dias fúnebres. Acho que na verdade tentamos evitar refletir os seus significados e também nunca consegui me colocar ou dizer algo sobre a morte. Nenhuma palavra consola a ausência de um ente querido. E na minha condição de ateu tudo se complica. Não posso repetir os chavões e as frases mais comuns dos velórios.

Me senti particularmente abalado pois olhava meus pais e me vinha o inevitável pensamento que seríamos os próximos a protagonizar a cena de um velório. Sei que minha mãe é forte, que meu pai é duro na queda, mas isto um dia irá acontecer. A ideia de não ter meus pais por perto me amedrontou, não conseguia tirar isto da cabeça.

Na volta passamos na casa da tia Altina, tudo arrumadinho uma beleza. Porém lá no móvel da sala as fotos da família também me lembraram o enterro do tio Antônio, também irmão da minha mãe. Como é ruim rever parentes em momentos como este.

E revivendo este dia ainda sou tomado pela emoção de saber, que apesar doas boas lembranças, não terei mais conversar inteligentes com o tio Geraldo.   


domingo, 30 de outubro de 2011

Insights Insanos

Para os que conhecem o Jonas sabem que na arte do improviso/trocadilho só a baleia, que carregou pelos 7 (?) Mares, é capaz de superá-lo. E ontem na festa da Jane ele nos brindou com mais uma pérola do seu repertório.

Baseado (rs) em sua ideia/insight/surto/iluminação dele vou sociabilizar com todos sua interpretação do fatos ocorridos na USP esta semana, onde alunos enfrentaram a polícia para defender 3 estudantes que foram presos fumando maconha.

Os alunos ocupam edifício na USP e revindicam o fim do convênio que autoriza as rondas policiais no campus, rondas essas que foram autorizadas após o assassinato de um aluno dentro da instituição de ensino.

Segundo Jonas, eis aí o verdadeiro movimento estudantil !!!

E eu acrescento, será que é isto que os UNE?

Ontem Foi Dia de Festa

Ontem foi dia de festa. Comemoração do aniversário da Janaína (agora na fase desculpe mais eu vou chorar) e a festa foi muito legal. A aniversariante nos presenteou com quatro músicas de rock durante a festa e fez questão de avisar em que momento da festa isto iria ocorrer.

Não que isto tenha sido o ponto máximo da festa. O mais importante da festa é ser bem acolhido, ser lembrado em pequenos pormenores, se divertir a beça. É claro que lá estavam grandes amigos e aí o ambiente se torna sempre acolhedor. Fica muito fácil ser feliz com algo que nos é familiar.

Mas ontem muitos viram outra Jane e isto é uma total alegria para nós o núcleo rock da festa. Não que anteriormente a tristeza estivesse presente nas festas, mas havia uma forte concorrência musical, por assim dizer, na trilha sonora das festas. 

Os dois lados eram xiitas em relação ao gosto musical, depois veio a tolerância por nossa parte. Nesse entremeio Janaína conseguiu criar um ponto de intersecção chamado Legião Urbana e hoje já temos o privilégio de receber umas músicas de presentes nos aniversários alheios.

Aniversários, e festas em geral, são momentos de pura inversão das amizades. O aniversariante em vez de ser homenageado, ser congratulado, acaba sendo aquele que cria o ambiente para os convidados. O foco da festa não é o aniversariante e sim os convidados!

Para os que lerão esta postagem como sendo um relato parcial, sim, este é o meu ponto de vista e pode obviamente estar deturpado. Não se trata de uma reclamação e sim da constatação das mudanças ocorridas nas nossas amizades, que agora estão muito melhores.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Alguns Pensamentos Vespertinos

Ainda a pouco assisti BBC - Human All Too Human - Sartre e sempre me ocorre aqueles insights, porém não sei se é a fome, mas o rabisco do meu pensamento parece um borrão. Vou tentar redesenhar o que ficou de imagem quem sabe em outra postagem.

O único pensamento que vem a mente no momento se refere as cenas do Maio Francês e das declarações dos entrevistados. Da ingenuidade, e ao mesmo tempo da beleza da rebelião estudantil. Não que a violência seja bela, mas há que se viver de sonhos e ao mesmo tempo não se levar muito por eles.

Um assunto que rondou meu mundo nesses últimos meses foi o quão ingênuos éramos nós que na década de 80 (do século passado) achávamos que este país tinha jeito, que democracia iria vencer e que a justiça social abraçaria o Brasil.

Claro que poetizei meus sonhos de juventude, mas era isso mesmo que nós queríamos. Não se trata aqui de arrependimento. Não se trata de desilusão. É autocrítica pura. Quero falar de um certo desencanto. Muitas coisas e pessoas me encantavam naquele momento e agora este sentimento passou.

Fui questionado sobre "Como éramos ingênuos e o que nos fez se iludir com partidos de esquerda e uma possibilidade de mudança social no Brasil pós ditadura de 1964?". A pergunta na verdade era como acreditávamos que o mundo seria melhor, o que dá quase na mesma. Segue minha argumentação:
[...] acredito que a gente vai percebendo mais o mundo com o passar do tempo. E sim, éramos ingênuos, pois muita coisa acontecia enquanto acreditamos que elas iriam mudar. No meu entender a diferença entre nós e os outros, é que eles foram práticos/ "desleais", enquanto tudo acontecia. Ainda não aderi ao mundo real, nem capitulei, mas acredito (pode ser um achismo/defesa psíquica) que agora sou menos ingênuo diante do mundo.
Mas o que me ocorreu agora é que hoje relendo minha resposta é só se pode ter uma visão melhor de mundo se um dia nos propomos a entende-lo. Não que um insight louco não faça você desnudar a realidade. Parece que o conhecimento, entendimento, criticidade diante do mundo só se faz em etapas.

Outra observação que surgiu desta reflexão foi que cada época deve ter os seus ingênuos de plantão. E isso não é uma desculpa... é o próximo assunto a ser descrito aqui.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pra Que Curtiu as Tirinhas

Quem curtiu as tirinhas (mora ou vem a passeia a São Paulo) e queria ter o deleite de manuseá-las é só programar uma visita a Gibiteca. Foi lá que tive horas agradáveis lendo Fradim e outras HQs. Ela agora conta com mais de 10 títulos e se tornou "maior instituição do gênero no país".
 

 Ah, seu nome oficial, não por acaso, é Gibiteca Henfil e agora para minha surpresa e alegria esta sediada no Centro Cultural de São Paulo na Rua Vergueiro nº 1000 - acesso pela Estação Vergueiro do metrô. os horários de funcionamento são: 
de terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados (exceto Carnaval e Páscoa), das 10h às 18h. A entrada é permitida até 30 minutos antes do fechamento. Informações: 3397-4090 ou pelo email gibiteca@prefeitura.sp.gov.br

Segue a saga das Tirinhas - Fradim

Henrique de Sousa Filho, ou melhor, o Henfil criou vários personagens entre eles Graúna, Bode Orelana, Zeferino. Porém um me chamou a atenção: Fradim. Na revista de mesmo nome os fradinhos Cumprido e Baixim. Este último o frade mais encapetado do planeta.

Na época que entrei em contato com a obra de Henfil ainda jazia a ideia de um deus em mim, contudo isto não me impediu de ler, entender e rir muito é claro. Ver um personagem de uma institição da qual fazia parte me fez pensar sobre a maldade e a bondade em todo o lugar.

Confira você mesmo e tire suas próprias conclusões.





Segue a Saga das Tirinhas: Níquel Náusea

Este rato Níquel Náusea, criado por Fernando Gonsales, é esperto, tem sacadas geniais e é muito divertido. Gargalhei meses da minha vida com ele e a gama de personagens que povoam as suas estórias. Das perseguições de gatos, ataques de ratos inimigos, os toques filosofais do Sábio do buraco passando pela relação conturbada com Fliti até momentos familiares com a ratinha.
Pra quem se interessou é só acessar o site oficial do Níquel:
Mas aí vai um pouquinho do sarcasmo de Fernado Gonzales através de seu personagem mais conhecido. Mas não somente de ratos vive Gonsales ele também solta outros bichos.