sábado, 15 de outubro de 2011

Lições Que Nunca Esqueci

Na postagem anterior falei sobre a escola onde estudei o antigo primeiro grau e a importância das professoras na minha formação. Naquele momento contei o milagre, mas não disse o santo. Aqui vou dar nome às Santas.

Nas primeiras séries tive aula com duas professoras que me marcaram profundamente, a saber: Professora Natalice e Professora Vera Regina. Tenho um especial carinho por estas duas professoras, pois com elas formei minha base de contato com o mundo.

Com Dona Natalice entrei na biblioteca da escola, aprendi não somente a ler livros mas interagir, tocar, admirar, enfim a me relacionar com o livro para além da leitura. Acho que até hoje meu comportamento diante deles é reflexo destas idas a biblioteca.

Depois comecei a estudar com a Professora Vera Regina, e aqui "senta que lá vem estória". No final, se não me engano, da 3ª série Vera Regina me mostrou minha produção de textos. o primeiro era uma redação sobre o carnaval. Tratava-se de um texto simples e bem escrito, como ela mesmo me disse, porém pobre na estrutura. Suas frases eram simples e escritas em uma folha de caderno pequeno. Depois me mostrou o último texto que eu havia escrito, este com parágrafos mais elaborados, melhor uso da pontuação e que corria sobre uma folha e meia de um caderno universitário!

Com ela fizemos um coral para apresentação da formatura da 8ª série daquele ano e uma peça no ano seguinte sobre Mogli - O Menino Lobo. Para enriquecer os ensaios ela trouxe uma vitrola e o compacto para que escutássemos a estória.

Também com ela conhecemos a história de Geraldo Vandré e cantamos a letra de Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores. E de forma lúdica nos informou sobre o que tinha acontecido no Brasil. Estas lembranças são tão claras para mim, parece que foi ontem que aprendi lições que nunca vou esquecer.

Parabéns aos Professores, parabéns as Minhas Mestras !!!

Iracema Meu Grande Amor Foi Você

Dia dos Professores

Estudei o antigo primeiro grau, hoje ensino fundamental, na Escola Municipal Iracema Marques da Silveira, aqui em São Paulo. E posso dizer que não tive muitos problemas com o estudo em si. Nunca fui um excelente aluno mas, principalmente nas matérias de humanas, mandava bem.

Acredito piamente que minhas professoras nas séries iniciais foram responsáveis diretas por esta minha afinidade com os estudos. Sei também que minha postura diante dos estudos contribui muito, ou no limite facilitou o trabalho das professoras. Contudo elas foram profissionais sensacionais e amavam o que faziam.

http://www.adur-rj.org.br/5com/pop-up/mundo_precisa_professores.htm

Claro que os tempos eram outros. Os professores eram admirados e respeitados, pouquíssimos alunos se atreviam a desrespeitar um professor durante as aulas. Talvez por medo, pois boa parte dos professores atuavam de forma autoritária na sala de aula, mas também por admiração para com aqueles que nos ensinavam.

A escola, naquela época, inspirava muito cuidado por parte dos alunos. Professores austeros, diretoria firme, ensino um pouco puxado e o "livro negro" que deixava muitos com medo de terem seus nomes escritos em suas páginas.

Embora existisse toda essa gama de possibilidades, haviam também uma biblioteca que era efetivamente usada (não podemos reclamar do que tivemos acesso), aulas com conteúdo e principalmente professores que se dedicaram muito mais do que somente ensinar o conteúdo do currículo escolar ora vigente.

Estávamos em uma época especial da nossa história recente. Sobre a abertura política, onde sonhos de um pais melhor se confrontavam com o receio dos que mandavam no país . E por isso mesmo na escola encontrávamos os dois modos de ensinar.

Sou fruto desta escola, desta postura diante do ensino, deste reconhecimento do papel social do professor, desta dedicação dos profissionais da Educação. Sou fruto do trabalho daqueles que se mantiveram sonhando com um mundo melhor, mas trabalhando da melhor forma possível com os entraves do mundo real.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Como Você Chegou Aqui?

Quero saber como você encontrou o blog. Na falta de um GPS instalado no seu navegador (rsrs), vou fazer uma enquete e você responde através de um comentário desta postagem, colabore para que eu saiba mais sobre os acessos do blog. 

De antemão sei que minha familia não acessa este cyber espaço, mas vou dar um jeito de obrigá-los (hehehe). Mesmo assim você pode perceber que eu não dispenso os parêntesis - ;-)

Obrigado e deixe seu recado !!!

Estou em Dívida e Preciso Pagar

"Devo não nego/ Pago quando puder" Eis o célebre ditado. Dito, agora corro para saldar minha dívida e repor 5 postagens aqui no blog. E esta será a primeira parcela da dívida paga.

Outro dia me peguei ressuscitando velhos ditados e percebi que eles continham uma grande carga da sabedoria popular. Saquei de relance que a sabedoria popular (alguns filósofos diriam senso comum) é realmente importante.

Antes estava diante da verdade, depois a dúvida me possibilitou conhecer mais e finalmente a busca por conhecimento, que classifico como existencial, me abriu os olhos para as outras possibilidades que nos cercam. 

O mundo pode ser explicado com várias "teorias" e a sabedoria popular, através também dos ditados populares, é uma delas. Como diria Gramsci o bom senso "é o núcleo sadio do senso comum". Porém antes de chegar aqui na leitura de Gramsci segui o seguinte roteiro:

Detinha a verdade logo arrotava-a sempre que podia. Por isso, entre outras coisas, desdenhava do senso comum, satanizava a TV e sua doutrinação; achava que tudo popularizado estava a serviço do "sistema".

Porém a dúvida se estabeleceu. Quando quis entender porque detínhamos a verdade e mesmo assim muitos não a queriam, estudei mais sobre aquilo que acreditava e isto me levou a duvidar cada vez mais sobre a "nossa" verdade.

Comecei a ser mais crítico. E desta forma pude perceber que seria mais fácil explicar o mundo usando os elementos que nos são mais próximos, para a partir daí alçar questionamentos mais altos. Quanto temos algo comum por vários indivíduos, como programas de TV, temos um terreno que sabendo ser explorado pode brotar boas ideias e até novos conhecimentos sobre o que nos cerca.

Claro que nem tudo é certinho assim. Adquirir conhecimento não é um processo linear. Não se consegue aprender através de uma linha de montagem, não é um processo fordista. As vezes avançamos, depois retrocedemos, logo saltamos etapas, etc. A Vida também é assim e infelizmente não percebemos desta forma, mas isto é assunto para outra postagem.

sábado, 8 de outubro de 2011

Trabalhando os Sentimentos

Trabalhar os sentimentos é algo muito difícil. E num mundo como o atual  aonde  eles são testados a cada momento a dificuldade se multiplica. O trânsito, as dívidas, as cobranças de e para os indivíduos, as metas nas empresas, a projeção do futuro, o sustento diário, etc. Talvez ai esteja a fonte de todo o estresse contemporâneo.

Bom mesmo seria que tudo isso pudesse ser evitado, mas temos que conviver com os diversos sentimentos ao longo da Vida e durante nossas interações sociais. Como temos necessidades gregárias, temos que nos preparar para as cobranças socialmente aceitas. Cada indivíduo sofre graus de influências destas cobranças socialmente aceitas.

É por isso que mesmo aqueles que aparentemente não estão nem aí com a casca do caqui (rsrs) as vezes demonstram preocupações com o modo em que os outros o observam, se suas atitudes são socialmente valorizadas. Existem os que vivem a margem destas concepções, mas eles são muito poucos.

Sempre usei a escrita, o relato, as anotações não somente para expor o que penso, mas também me aliviar das angústias existenciais, das minhas pirações e também do grau de influência das cobranças socialmente aceitas.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Aonde Vamos Nos Esconder?

Talvez a Vida nos leve para rincões e isto nos faça tender ora para um lado, ora para o outro. Mas o fato é que nos escondemos todos os dias atrás de rotinas/comentários/hábitos/ e principalmente discursos!

Ontem socialistas, hoje capitalistas. Outrora progressistas, agora conservadores, um dia pensamos na humanidade e noutro só enxergamos nosso umbigo. Parece que não existe uma forma coerente de se posicionar no mundo.

Não sou contra as mudanças de pensamentos, mas hoje a falta de criticidade deixa uma multidão de pessoas na base dos achismos e ao sabor dos ventos. Sei também que o que estou descrevendo se insere no campo das ideias e por isso mesmo fica sujeito ao ato do discurso. E por isso mesmo ao longo dos tempos me parece que nossos discursos dependem da nossa situação em determinado tempo e espaço.

Consigo fazer minha autocrítica, consigo entender algumas conexões, continuo fazendo minhas eternas perguntas. Ainda creio no bem coletivo e tudo isso fica indefensável em um mundo onde o eu impera. Queria poder descrever com mais riqueza de detalhes esta mal estar, e até espero continuar a falar destas formas contemporâneas de acomodação das ideias.

Looking For a New Work

15 de Agosto deste ano foi meu último dia como dono de uma Lan House aqui na Zona Sul/Sudoeste de São Paulo. Depois disto estou focado na procura de uma nova forma de me sustentar. Foram quase 4 anos me dedicando as dificuldades e as alegria de gerenciar o próprio negócio.

Por enquanto vendo móveis usados que tenham relação com computadores e/ou escritório: mesas; cadeiras, armários; etc. Vendas através da internet se mostraram uma nova fronteira para mim que estive próximo aos computadores neste últimos anos.

Trabalho em casa e isto tem seus prós e contras. Caso esta forma de sustento vingue, parabéns, caso contrário: "O Raul perguntou, Você não respondeu, Pegue seu banquinho, E saia de mansinho".

É claro que espero que tudo dê certo e eu possa me sustentar de uma forma alternativa/criativa e honesta. Mas... não estou 100% relaxado com uma possível reviravolta.

Logo eu que ao longo da minha vida acadêmica estive envolvido com temática da Economia Solidária, do Cooperativismo e temas correlatos como o Ócio Criativo. Mesmo assim os dados foram lançados e como não sou bom no jogo...